Hoje há tanto desejo,
tanto caos,
e tanta espera
que sinto que poderia escrever o mundo,
com esta voz triste de poeta.
sábado, 21 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Reverência ao mar
O oceano se banha nas próprias águas, Cacaso
O tempo é de homens partidos
e de corações partidos.
Mas, o meu olhar é de profunda
Contemplação.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Musas Inspiradas
Amigos,
Vou aqui anunciar um lançamento, ou melhor, dois lançamentos que me deixam muito feliz. Ângela Vilma em "Cartas para Antônio" e Mônica Menezes, com "Estranhamentos". Será um gosto compartilhar este momento com elas, que são duas musas absolutamente inspiradas.
Não percam!
Um beijo amoroso nas duas!!!!
Vou aqui anunciar um lançamento, ou melhor, dois lançamentos que me deixam muito feliz. Ângela Vilma em "Cartas para Antônio" e Mônica Menezes, com "Estranhamentos". Será um gosto compartilhar este momento com elas, que são duas musas absolutamente inspiradas.
Não percam!
Um beijo amoroso nas duas!!!!
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Irmanados
Sua palavra era uma só: vento que não fazia curva, faca pura lâmina atravessando minha carne. E eu sangrando. Sua palavra, uma, só. Muitas vezes me matou. Uma só, quando dizia me amar. Uma, quando me chamava pelos apelidos mais delicados e a mesma, quando meu nome inteiro e frio luzia triste entre seus dentes raivosos. E minha carne sangrando. Quando pequeno suas mãos sempre um tanto trêmulas destrinchavam brinquedos desfazendo-os de seu encanto frágil para saber apenas como funcionavam, sem jamais conseguir devolver a eles nem sombra pálida de sua vida. A mim, me desmonta como a uma boneca de juntas duras, daquelas baratas. Tão fáceis de remontar. Mas suas mãos, também de lâmina aguda, quanto mais buscam me devolver as penas e os braços, vão me ferindo tanto, e de tantas formas, que não há, em milímetro algum de minha pele triste, marca ou dor que com ele eu não possa compartilhar.
domingo, 18 de julho de 2010
Orumalé
Minha Mãe não me pediu um presente. Ela me cobrou o orumalé quase que como uma multa. Não. Mais, como uma lição. Em cada pedra brilhosa, no espelho que reflete e devolve ao mundo o que ele me dá, em dobro, duplicado que era; nas contas coloridas, nos enfeites. O que queria Oxum, mais que o presente bonito, mais que a sua mais amada refeição era me dar de volta: devolvida, revivida a minha fé. Não apenas o crer vazio de horizontes de quem dá e espera. O que ela deseja eu tenho pra dar: uma atenção cega de quem entra num rio de água preta sem medo do mistério, posto que sou eu também oculta e delicada.
A esta hora a Sereia mergulha iluminada, castanha e um pouco mais dourada, mais amada, mais minha tendo assegurada a certeza limpa de que eu sou dela. Vejo minha Mãe, a dona da beleza, perfumada de alfazema com brincos pendurados a não mais poder, pérolas rebrilhosas de puro amor, de pura entrega. Suas pulseiras ela banha antes de a mim mesma banhar e nisso não há dor, desamparo ou tristeza posto que também sou uma jóia sua, amada.
Mamãe canta seu ilá melodioso, feliz, no alto de minha cabeça, aturde o mundo diante de mim, me toma, me ocupa. Oxum é a mãe dourada da beleza, da riqueza, da gestação. O orixá da água, da fartura, da vida. Uma deusa que se bebe numa quartinha assim, de barro tão translúcido, que eu penso ser também, de um escuro nodoso e lindo, todo o mundo.
A esta hora a Sereia mergulha iluminada, castanha e um pouco mais dourada, mais amada, mais minha tendo assegurada a certeza limpa de que eu sou dela. Vejo minha Mãe, a dona da beleza, perfumada de alfazema com brincos pendurados a não mais poder, pérolas rebrilhosas de puro amor, de pura entrega. Suas pulseiras ela banha antes de a mim mesma banhar e nisso não há dor, desamparo ou tristeza posto que também sou uma jóia sua, amada.
Mamãe canta seu ilá melodioso, feliz, no alto de minha cabeça, aturde o mundo diante de mim, me toma, me ocupa. Oxum é a mãe dourada da beleza, da riqueza, da gestação. O orixá da água, da fartura, da vida. Uma deusa que se bebe numa quartinha assim, de barro tão translúcido, que eu penso ser também, de um escuro nodoso e lindo, todo o mundo.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Luto
Um tempo que sempre me apavora, mais pela impossibilidade de antecipação que pelo seu chegar de malas arriadas sobre meus dedos pequenos, é o tempo do só depois. Algo que só Ruy Espinheira conseguiu, com pureza de sofrimento decantado, descrever. Só depois, que é o só agora, mas cortado de uma dor fina, um carrapato inchando cinza enquanto mastiga o sangue já menos vermelho. Adélia disse "Eu tive e perdi". Eu também, Adélia, tive e perdi. Tive uma irmã de lábios grossos e cabelos mais cheios que os meus jamais, jamais! Tive. E mal sabia o que fazer com o ter, ela, flâmula triste, desfez-se. Tive e perdi as tardes mornas à janela namoradeira. O olhar manso dos meninos nas bicicletas. As dunas calmas onde se escondiam todas as possibilidades e meu eterno medo de ali errar. Tive mesas fartas de pernas compridas, nelas o tilintar sôfrego nos almoços, panelas ferventes no fogo aceso, brasa viva no quintal. Tive brigas homéricas com meu irmão, simulações de suicídio, e um amanhecer sempre lindo aos pés da Lagoa, enquanto os homens e mulheres maiores que nós alimentavam a vida com seu olhar de horizonte.
Já tive um olhar, também, com menos horizontes. Já soube esperar. Já cantei bem, dancei melhor. Já pensei em me matar. Já fui a menos feia, a mais bonita, a mais pobre, a mais rica. Já fui mais magra e mais gorda.
Tive uma mãe de saltos altos e cintura fina. Uma vó de mãos cruéis que não sabia cozinhar. Um pai que me ensinou a ouvir música e sentir o mundo.
Isso tudo eu tive. Não tenho mais. O tempo faz fenecer até as flores mais severas: umas morrem despetaladas, outras murcham sem motivo algum, outras morrem de sede, ou afogadas. Eu mesma já as matei às tantas. Mas, se me lembro delas neste instante já fugidio é porque mesmo destroçadas, no ar, perdura o seu perfume.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Epifania
Hoje disse, assim, fortuita, a um taxista, o que ensino. Respondi com uma esperteza sorrateira: "Literatura" e o mundo inteiro e de volta e novo como jamais se abriu pra mim. Voltei para casa, tal Ulisses, depois de longa jornada e eis que o vinho ali estava.
quarta-feira, 17 de março de 2010
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LCDias, Imagem Pública
quarta-feira, 10 de março de 2010
Cecília Meireles
1
Não perguntavam por mim,
mas deram por minha falta.
Na trama da minha ausência,
inventaram tela falsa.
Como eu andava tão longe,
numa aventura tão larga,
entregue à metamorfose
do tempo fluido das águas;
como descera sozinho
os degraus da espuma clara,
e o meu corpo era silêncio
e era mistério minha alma -
- cantou-se a fábula incerta,
segunda a linguagem da harpa:
mas a música é uma selva
de sal e areia na praia,
um arabesco de cinza
que ao vento do mar se apaga.
E o meu caminho começa
nessa franja solitária,
no limite sem vestígio,
na translúcida muralha
que opõem o sonho vivido
e a vida apenas sonhada.
(Canções. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2005, p. 147)
Não perguntavam por mim,
mas deram por minha falta.
Na trama da minha ausência,
inventaram tela falsa.
Como eu andava tão longe,
numa aventura tão larga,
entregue à metamorfose
do tempo fluido das águas;
como descera sozinho
os degraus da espuma clara,
e o meu corpo era silêncio
e era mistério minha alma -
- cantou-se a fábula incerta,
segunda a linguagem da harpa:
mas a música é uma selva
de sal e areia na praia,
um arabesco de cinza
que ao vento do mar se apaga.
E o meu caminho começa
nessa franja solitária,
no limite sem vestígio,
na translúcida muralha
que opõem o sonho vivido
e a vida apenas sonhada.
(Canções. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 2005, p. 147)
sábado, 12 de dezembro de 2009
Alumbramentos
O tecido inteiro é sempre um horizonte desamparado. O que eu quero mesmo é a dobra.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Fiat Lux ou Um novo nome para o Amor
O mito que me cerca e me formou diz que, quando nasci, trouxe a luz. Na rua pobre de casas afaveladas de Itapuã, a noite dos nove meses em que estive no ventre de minha mãe eram sempre de puro breu, de uma escuridão tão verdadeira que não havia vela fraca ou candeeiro que silenciasse a sua negrura. Nestes nove meses estive recolhida, numa camarinha úmida, mais escura ainda, e vivia, no corpo negro de minha mãe, a vida que seu corpo pequeno atravessava.
Certo dia, preocupada em criar mais um filho na escuridão das dunas brancas, onde moravam boitatazes e lobisomens, minha mãe foi à Coelba e falou com o superintendente. Diante daquela mulher tão barriguda, tão pequena e de palavras vivas que pululavam sobre a sua mesa, ele não resistiu e presenteou o seu ventre largo com a luz nos postes da rua.
Quando meus olhos se abriram para as paredes pobres da casa, já havia a luz que minha mãe acendera.
Inda hoje ela vem, antes e depois de mim, acompanhando meus passos e acendendo as luzes: com isto, ela espanta os monstros que moram nos cantos, ilumina os medos que me atravancam o caminho, me aconselha firme e me guia, como a um barco de madeira nova, tangendo os mares.
Certo dia, preocupada em criar mais um filho na escuridão das dunas brancas, onde moravam boitatazes e lobisomens, minha mãe foi à Coelba e falou com o superintendente. Diante daquela mulher tão barriguda, tão pequena e de palavras vivas que pululavam sobre a sua mesa, ele não resistiu e presenteou o seu ventre largo com a luz nos postes da rua.
Quando meus olhos se abriram para as paredes pobres da casa, já havia a luz que minha mãe acendera.
Inda hoje ela vem, antes e depois de mim, acompanhando meus passos e acendendo as luzes: com isto, ela espanta os monstros que moram nos cantos, ilumina os medos que me atravancam o caminho, me aconselha firme e me guia, como a um barco de madeira nova, tangendo os mares.
sábado, 28 de novembro de 2009
Liberdade
Ir e poder entrar.
Não ser revistada,
entrevistada,
revirada.
Não me alisarem os cabelos,
Ou abrandarem meu nariz.
Não me dizerem ser morena
esta pele que herdei retinta.
Africana(mente)
Meus cabelos,
Minha pele,
Meus sonhos
têm raiz profunda:
ela atravessa oceanos,
terras cindidas de partida e chegada,
ela se forja útero de água,
ela se faz palavra que funda mundos
e se expande vigorosa de dentro de mim.
Não ser revistada,
entrevistada,
revirada.
Não me alisarem os cabelos,
Ou abrandarem meu nariz.
Não me dizerem ser morena
esta pele que herdei retinta.
Africana(mente)
Meus cabelos,
Minha pele,
Meus sonhos
têm raiz profunda:
ela atravessa oceanos,
terras cindidas de partida e chegada,
ela se forja útero de água,
ela se faz palavra que funda mundos
e se expande vigorosa de dentro de mim.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O Amor de minha mãe
A tarde deste quase-verão, abafada e quente, entrecortada de ventos que deslocam os perfis das sombras, que batem portas e enfeitam o tempo de músicas incidentais, me lembrou muito do amor de minha mãe. Simplesmente por que ele sempre foi assim, como um inverno entrecortado de primaveras. Sendo, como sempre foi, a Lei, ela se permitia algumas rupturas. Uma vez no mês - não por coincidência quando ela recebia o salário - almoçávamos no restaurante do Paes Mendonça, do Canela. Ainda trago uma decepção chorosa pelo fim daquele grande templo do amor ameno. Podíamos tanto escolher o que quiséssemos no restaurante, quanto no mercado. Mamãe sempre escolhia filé com fritas, e seu riso se iluminava egotísta e satisfeito de si: uma raridade. Depois, íamos pelos longos corredores do mercado, quase livres de seu olhar censor, escolher, cada um, um produto com preço limitado. Ainda hoje escolho o doce de leite da Nestlé, como se querendo recuperar a mãe de quadris largos e seios ainda firmes debaixo da blusa de botões.
Foi com ela que bebi cerveja pela primeira vez. Contra qualquer Juiz de menores, provei o primeiro gole lá pelos treze anos - não adianta perguntar, pois, hoje, ela certamente negaria. Havia uns bombons com licor que comíamos nas tardes de domingo, quando não havia plantão e podíamos ter uma mãe nossa, vestida de cores mais normais, jamais branco, mas sempre com as unhas curtas.
Havia ainda a praia, onde se podia devorar um mundo colorido que planava vivo pelos ares, mergulhava desengonçado no mar de luz transparente, espalhava-se em bandejas ferventes sobre a mesa, e se recolhia exausto depois do banho de cisterna, nos colchões que se espalhavam pelo chão da casa.
No fundo, muito para além do que se antes se podia ver, minha mãe era uma linda libertina. Hoje, se divisa, na velhice doce que pinta seus cabelos e confunde os olhos quase azuis de doença e de tempo, laivos sumarentos desta alegre libertinagem que sai de seu coração pequeno, contaminam o mundo com um afeto que se redobra, terno, sobre si, e banha nossas vidas em um descampado de "poder ser", intenso e sem fim!
domingo, 8 de novembro de 2009
Eu, você e uma década.
Pelos nossos 10 anos, 2 anos depois.
Em um milésimo de segundo um organismo complexo se compreende tanto que vira simples, simples. Um segundo é tempo mais que suficiente para se perder um pôr-de-sol. Em um minuto estrelas morrem desfibradas de luz. Em uma hora nascem milhões de pessoas no mundo. E morrem outras milhões. Em um dia o sol morre aqui e renasce de olhos puxados do outro lado do mundo. Em um mês um bebê desenvolve os pulmões para respirar todo o mundo de orvalhado perfume. Em um ano envelhecemos um ano. Mas o que dizer de uma década? Em uma década caem ditadores, e nascem outros piores - ou melhores. Em uma década um movimento musical se perde solto do ouvido e da vitrola. Uma década também é tempo suficiente para as geleiras derreterem todas. Para morrerem os ursos polares. Para nossos ídolos desaparecerem. Na verdade, toda diferença da vida cabe num milésimo de segundo.
Em um milésimo de segundo um organismo complexo se compreende tanto que vira simples, simples. Um segundo é tempo mais que suficiente para se perder um pôr-de-sol. Em um minuto estrelas morrem desfibradas de luz. Em uma hora nascem milhões de pessoas no mundo. E morrem outras milhões. Em um dia o sol morre aqui e renasce de olhos puxados do outro lado do mundo. Em um mês um bebê desenvolve os pulmões para respirar todo o mundo de orvalhado perfume. Em um ano envelhecemos um ano. Mas o que dizer de uma década? Em uma década caem ditadores, e nascem outros piores - ou melhores. Em uma década um movimento musical se perde solto do ouvido e da vitrola. Uma década também é tempo suficiente para as geleiras derreterem todas. Para morrerem os ursos polares. Para nossos ídolos desaparecerem. Na verdade, toda diferença da vida cabe num milésimo de segundo.
sábado, 10 de outubro de 2009
Eu como potência
Num filme que eu pudesse digirir, roteirizar, editar, arte-finalizar, enfim, que estivesse sob meu absoluto poder eu estaria, projetada numa imensa tela, bem maior do que me sinto. Meus cabelos se arrastariam, encaracolados, pelas costas que, naquela personagem tão bem escrita, seriam esguias. Eu não teria medo. Eu teria mais altura, seria mais magra, meus dedos seriam mais longos e minhas palavras mais certeiras. Não precisaria de óculos, o mundo me viria todo aos olhos, num aluvião de ser e sua presença inundaria a minha visão. Ainda assim, saberia, tal como hoje sei fazer dos pães, com que ele coubesse pequeno em minha boca. Eu o mastigaria com meus dentes que, naquela história, jamais usaram aparelhos, e as palavras que eu diria sempre bateriam firmes, como um afago ou um tapa bem disferido. E eu não teria medo, nenhum.
Meu sexo seria uma flor perfumosa, que contaminaria com seu furor e beleza todo o meu corpo. Eu caminharia segura, jamais vacilaria, e seria mais amada, mais amada e mais amada. Como eu não teria mais medo, um amor violento devassaria toda a terra, vazando de pedras brutas o asfalto. E eu seria só minha e talvez assim pudesse oferecer o doce de meu sorriso ao mundo desencantado. Eu não teria medo. O mundo não me diria não. A porta estaria sempre aberta e eu, sempre livre de estar presa, pelo lado de dentro. Não haveria atrasos ou estações de metrô onde as pessoas se despedissem do que delas guardaram no olhar do outro. Não haveria morte alguma. As dores só para que, quando cessassem elas de nos morder por dentro, pudéssemos viver naquela fatia ínfima de corpo, o milagre da cura, o silêncio da saúde, e a ausência absoluta de qualquer sofrimento. E aí, já ninguém teria medo.
Eu poderia me mostrar inteira a todos. Poderia dizer sempre a verdade, ou mentir como uma criança quando descobre a mentira como uma mágica. Eu poderia me livrar dos nilimentos, eu poderia conversar com os que falam, não pagaria pelos que só me escutam. Eu teria um mundo inteiro em plena concórdia. Eu aceitaria. Eu seria aceita. Não precisaria afiar diuturnamente o aço de minhas palavras. Não sofreria por usá-las, ou por não usá-las. E eu não teria medo.
Um eu assim, como um descampado de pura felicidade, para Freud, seria como a morte. E, em sendo assim, eu teria medo.
Preciso mesmo de um mundo que me machuque, me tranque do lado de fora, me silencie, me diga palavras perigosas, me meta um medo violento e destruidor. Preciso de pessoas a quem eu não consiga responder, preciso do gume cego de minhas palavras, preciso de minha inocência que se converte num precipício de onde me atiram. Preciso ter medo. Desesperadamente. Preciso não saber. Não por um motivo iluminado qualquer, por uma resposta que eu encontre fácil no horóscopo do dia, ou no biscoito da sorte chinês.
Preciso do medo por que ele me afia como a uma faca, ele me oferece, onde há só falta e escuro, uma luz que lampeja incerta, mas que eu prefiro chamar de vida.
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